integrantes

O MIRANTE

Beatriz Vilela é mestra em Sociologia e doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) faz parte do Mirante Cineclube, onde realiza a Mostra Quilombo de Cinema Negro e indígena. É associada à Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), participa do conselho municipal de políticas culturais da secretaria municipal de cultura e desde 2019 empreende através da Beatrix Filmes.
Chico Torres é professor, compositor, músico, crítico de cinema, produtor cultural e cineclubista alagoano. É graduado (UFAL), mestre e doutorando (UFS) em filosofia, tendo como foco de pesquisa estética, cinema e filosofia da história. Atua no coletivo Mirante Cineclube, promovendo exibições, mostras, debates e oficinas relacionadas ao audiovisual. Possui publicações na revista de crítica Multiplot! e no site Alagoar. Desde 2018 ministra oficinas em eventos como a Mostra Sururu de Cinema Alagoano, Festival de Cinema de Arapiraca e em eventos acadêmicos. Em 2021 foi contemplado pelo prêmio Elinaldo Barros, com um projeto de desenvolvimento de curta-metragem.
Cleber Pereira é redator publicitário e ensaia seus contos e crônicas entre um filme e outro. Apaixonado por cinema e por tudo o que cerca o audiovisual, tem particular curiosidade pelas linguagem e experimentos que o cinema oferece. Tem expertise em comunicação digital e aplica seu conhecimento na divulgação das ações do Mirante Cineclube.
Fabio Cassiano é Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Federal de Alagoas e Designer de Interiores pelo Instituto Federal de Alagoas. É integrante do Mirante Cineclube. Escreve críticas e coberturas para o site Alagoar. Trabalhou em curtas-metragens como Monstro que Nada (2015), Onde Você Mora? (2018) e Subsidência (2020).
Janderson Felipe é produtor cultural, diretor e roteirista. Dirigiu os filmes 3 Mercados (2014) e Sangue-Mulher (2016), este último vencedor do prêmio Olhar Crítico na VII Mostra Sururu de Cinema Alagoano. É colaborador do site Alagoar, membro do Mirante Cineclube e um dos criadores do selo Loitxa Lab. Produtor e curador da Mostra Quilombo deCinema Negro e Indígena. Foi curador do Festival Aqualtune de Cinema e Afrofuturismo. Produtor de programa do Revoada- 1° Festival de Cinema das Periferias de Maceió. Produtor executivo de Queima Minha Pele, dirigido por Leonardo Amorim, que passou por festivais como Queer Lisboa, Uppsala, Havana e Festival Mix Brasil. Assina, com Lucas Litrento, o roteiro e a direção do curta Samuel foi trabalhar (2024).
Leonardo Amorim nasceu em Maceió no ano de 1998. É diretor, roteirista, montador, produtor cultural, curador, aluno do curso técnico em Arte Dramática da ETA-UFAL e membro fundador do Mirante Cineclube. Realizou 3 curtas com recursos próprios: Porno (2016), A Noite Estava Fria (2017) e Vamos Ficar Sozinhas (2019). Integrou o Júri Jovem da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Na curadoria, atuou nos episódios LGBTQIA+ do programa Lugar de Cinema, da TV Educativa, e na XIII Mostra Sururu de Cinema Alagoano. Seu último curta, Queima Minha Pele, estreou na competitiva do Queer Lisboa e fez parte da sessão especial queer do festival Uppsala, na Suécia. Atualmente, é diretor artístico e curador do festival de cinema queer Mostra Que Desejo e desenvolve seu primeiro longa-metragem: Ainda Te Vejo Caindo.
Lucas Litrento é escritor, realizador cinematográfico e produtor cultural. Autor dos livros Os meninos iam pretos porque iam (Iogram,2019),TXOW (EdiPucrs, 2020; semifinalista do Oceanos 2021), PRETOVÍRGULA (Círculo de Poemas,2023) e dos filmes círculos (2020) e Samuel foi trabalhar (2024). Membro fundador do selo Loitxa Lab e do Mirante Cineclube.
Maysa Reis é mestra em Cinema e Narrativas do Contemporâneo no Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Cinema da UFS. Formada em Comunicação Social com habilitações em Relações Públicas e Jornalismo pela UFAL. Realizadora audiovisual na direção, roteiro e assistência de direção. Está na equipe de direção de obras que são destaques do cinema alagoano como “Sem Coração” (2023) de Nara Normande e Tião e “Infantaria” (2022) de Laís Santos Araújo. Com experiência em formações rápidas em cinema. Atualmente é integrante do Mirante Cineclube e do Fórum Setorial do Audiovisual Alagoano.
Roseane Monteiro é bacharel, mestra em História pela Ufal e doutoranda em História pela UFSC. É curadora, produtora cultural, realizadora em audiovisual e pesquisadora. Participa do NEHCINE/UFSC e GPDIN/Ufal. É associada da APAN e membro do Mirante Cineclube. Realizadora, curadora e produtora cultural. É membro do Mirante Cineclube e associada da Apan (Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro). Compôs a curadoria da 9ª e da 12ª Mostra Sururu de Cinema Alagoano e do I Festival de Cinema de Arapiraca (2022). É uma das idealizadoras e curadora da I, II, III e IV Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena (2019, 2020, 2021, 2022). Foi professora nos cursos de curta duração em cinema no projeto Cine do Mangue (2021) e no PRONATEC EJA (2018). Participou do podcast Fuxico de Cinema (2021).
Tatiana Magalhães tem formação em jornalismo e letras, mestrado em educação e doutorado em linguística. É analista do discurso, professora de linguagem e de metodologia. Já atuou na curadoria do Sesc-AL. Escreve textos literários, artigos e livros acadêmicos e críticas de cinema. Participa do Pernoite Literário e é cineclubista desde 2002, sendo fundadora do Mirante Cineclube, onde integra projetos como a Virada Miranteira e Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena, bem como produz e atua como instrutora de cursos e laboratórios de crítica de cinema.

Histórico

O MIRANTE

O Mirante Cineclube foi criado em 2017, fruto do I Laboratório de Crítica Cinematográfica, promovido pelo SESC/AL e ministrado pelo jornalista, curador e crítico de cinema André Dib. O Centro Cultural Arte Pajuçara, onde se realiza a Mostra Sururu, passava por uma grave crise e sofria a ameaça de interromper suas atividades. Com o intuito de fortalecer o único cinema de rua de Maceió, os integrantes do Laboratório de Crítica decidiram propor a criação de um cineclube naquele espaço. A proposta foi aceita, e o Mirante Cineclube foi anunciado ao final do evento. 

Desde então, o Mirante vem desenvolvendo sessões mensais e gratuitas no Arte Pajuçara. Além das exibições, os cineclubistas também passaram a fazer algumas sessões importantes na cidade, como a Sessão Quilombo de Cinema Negro e a Sessão de Cinema Queer – posteriormente ampliadas e rebatizadas como Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena e Mostra Que Desejo, respectivamente – e a “Virada Miranteira”, sessão em homenagem às mulheres nordestinas que atuam no audiovisual. 

Na I Mostra Quilombo foi intensificada uma parceria com artistas negros de diversas áreas, e o evento contou com sarau de poesia, artes plásticas, fotografia e apresentação musical. O evento não se limitou aos três dias de atividade no Centro Cultural Arte Pajuçara, uma vez que estabeleceu uma parceria com o Instituto Federal de Alagoas e promoveu exibições e debates no IFAL-Satuba e IFAL-Arapiraca, abarcando assim o público de estudantes dessas unidades de ensino.

Destaca-se que, desde seu início, o Mirante se preocupa em valorizar o cinema nacional e local, consciente da importância do papel sociocultural contido em nossas produções. Foram mais de 50 sessões realizadas até o presente, com produções brasileiras, alagoanas e internacionais. Há também uma prioridade ao cinema não comercial, seja ele independente, vanguardista ou clássico de qualquer época. Nesse sentido, cabe destacar a realização das mostras multiculturais, nas quais são exibidos filmes de países e continentes cujos filmes não alcancem o grande público, tais como Ásia, África, Oceania e filmes latino-americanos.

Em novembro de 2020, apesar das dificuldades logísticas, o grupo não desistiu de promover novamente a Mostra Quilombo de Cinema Negro. A II Mostra foi realizada em formato virtual, tendo sido antecipada, em uma iniciativa inédita, pelos bate-papos com responsáveis pela organização de Mostras de Cinema Negro de todo o país, transmitidas pelo canal do grupo no Youtube. As lives estão disponíveis e são um importante acervo para o mapeamento das iniciativas no Brasil.

Além das exibições, o coletivo conta com a criação de grupos de estudos e do laboratório de crítica cinematográfica. O grupo de estudos foi realizado em parceria com o SESC/AL. Voltado para o aprofundamento teórico de aspectos do cinema, já se debruçou sobre questões cinematográficas relativas à mulher, à comunidade LGBTQIA+, à negritude, à relação entre cinema e história; e também debateu questões técnicas, tais como montagem, cor, mise-en-scène, fotografía, discurso fílmico, entre outros. Em sua dinâmica, o grupo estava aberto a qualquer interessado, para isso bastava ler os textos disponibilizados nas mídias sociais do cineclube.

Como resultado do aprofundamento adquirido a partir dos debates e estudos promovidos, o Mirante realizou o Laboratório de Crítica em Cinema no ano de 2017, através da parceria com a Mostra Sururu e o SESC/AL. A edição contou com a contribuição do professor doutor em letras da Universidade Federal de Sergipe, crítico de cinema e escritor Fernando de Mendonça. Os participantes, além de receber o curso ministrado por Mendonça, compuseram o júri crítico da Mostra. Vale destacar ainda que alguns membros do Mirante Cineclube também integraram, a convite, a curadoria da Mostra Sururu daquele ano. Assim como aconteceu com os fundadores do Mirante no ano de 2016, os participantes puderam contribuir diretamente com o evento, construindo críticas e premiando as obras. Em 2018, o Laboratório de Crítica foi realizado pela Sururu e SESC/AL, e contou com a monitoria do Mirante Cineclube. A edição foi conduzida pela doutora em comunicação e crítica de cinema, Camila Vieira.

2017

Em 2019, por sua vez, o cineclube não apenas monitorou a produção, como também foi responsável pela introdução teórica, de forma que as etapas de estudos, elaboração, discussão, produção de textos, revisão e publicação duraram oito dias. Portanto, desde 2016, através da parceria entre Mirante, SESC e Mostra Sururu, uma série de críticas em cinema foram construídas, todas elas voltadas aos curtas-metragens alagoanos exibidos na Mostra. O Mirante é, portanto, um dos responsáveis diretos pelo fomento da crítica de cinema em Alagoas. Todos os textos produzidos nessas atividades estão publicados no site Alagoar.

2019

Em 2020, o Mirante realizou o Corujão Mulheres do Nordeste, com a presença de Renata Pinheiro, para debater o filme “Amor, Plástico e Barulho” e curtas de realizadoras alagoanas. Nesse ano, o cineclube também produziu podcasts graças ao edital de Economia Criativa do Sebrae em 2020.

2020

Em 2021, o grupo assumiu a coordenação da oficina Escrita, memórias e imagens: um mergulho no cinema alagoano, no webinário “Cultura e cinema”, promovido pelo portal Alagoar. Realizamos a primeira edição da Mostra Que Desejo, online e com curadores de fora do Mirante: Carol Almeida e Felipe André Silva. Em novembro, se deu a III Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena, que contou com diversas atividades, entre elas: bate-papos com Kênia Freitas, Karkará Tunga e cineastas indígenas alagoanos (Cristianny Wakonã, Marcelo Tingui e Ziel Karapotó). Além de sessões presenciais na Aldeia Mãe Serra de Capela, em Palmeira dos Índios.

2021

Em 2022, retornaremos às sessões presenciais. Foi iniciada uma parceria na oficina de crítica cinematográfica no Festival de Cinema de Arapiraca. Também lançamos a II Mostra que desejo, com curadoria de Carol Almeida, Leonardo Amaral, Maysa Reis e Felipe André Silva. A edição contou com a exibição de curtas e médias metragens, consultoria de roteiro, palestras e instalação de videoarte. Membros do cineclube facilitaram a oficina de Cineclube para alunos da Universidade Estadual de Alagoas, dentro da programação do Festival Aqualtune, em Palmeira dos Índios. No decorrer do ano também produzimos e lançamos a IV Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indígena, que contou com exibições itinerantes na Novo Jardim: livraria e café (Maceió), Aldeia Terra Nova (São Sebastião) e na Escola Estadual Joaquim Diegues (Viçosa). Além da mostra de filmes no Centro Cultural Arte Pajuçara, com performance de Ziel Karapotó e exposição de artes visuais e fotografias.

2022

Pela primeira vez, em 2023, um evento do Mirante Cineclube foi para outro estado. A Mostra Que Desejo – Edição Rio de Janeiro aconteceu em Janeiro, contando com a curadoria de Carol Almeida, Felipe André Silva e Éri Sarmet. Teve sessões nos cinemas Centro Cultural da Justiça Federal e Estação NET de Cinema em Botafogo. No decorrer do ano, realizamos as sessões mensais gratuitas no Centro Cultural Arte Pajuçara. Também firmamos uma parceria com o Festival de Cinema de Arapiraca, com a realização de uma oficina de crítica de cinema. No fim do ano, a V Mostra Quilombo de Cinema Negro e Indigena contou com o Laboratório de Imersão Criativa em Audiovisual, com Déo Cardoso; as oficinas Escrevivências, ministrada por Hellen Christina e Fotografia, com Roger Silva e Alicia Ferreira. Dentre as sessões habituais de curtas-metragens, destacam-se a premiere alagoana de “O dia que te conheci”, filme de André Novais Oliveira, que contou com a presença do diretor e da diretora de arte, Ester Az; e a estreia do filme Terra Nova, produção do Mirante Cineclube com a comunidade indígena Karapotó Terra Nova, fruto de imersão de dois dias dos membros do cineclube na comunidade. Por fim, o grupo promoveu, mais uma vez, o Laboratório de Crítica em parceria com a Mostra Sururu de Cinema Alagoano.

2023

No último ano, 2024, as sessões mensais no Arte Pajuçara ocorreram normalmente, com destaque para exibições de alguns clássicos do cinema, como Nos tempos das diligências (1939), de John Ford, e Contos da Lua Vaga (1953), de Kenji Mizoguchi. A edição da Mostra Que Desejo em Maceió se destacou pela pré-estreia do filme Baby (2024), de Marcelo Caetano, bem como sessões temáticas inéditas (como as de cinema árabe e cinema paraibano de super 8).

2024

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